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terça-feira, 25 de novembro de 2014
Quem?
E quem, além de mim pode ser?
E quem, além de ti, pode ter mim?
E quem haverá de dizer
O que falei há tempos atrás?
Mas...
Você chorou, e desperdiçou tanto amor
Que eu guardei só pra te dar
Mas teu coração quis se fechar
E quem, além de mim, te terá?
E quem, além de ti, amarei assim?
E o que farei com as canções
Que eu guardei pra poder te cantar?
Rabiscar, talvez, os versos nos quais o teu nome imperou... Ou vou guardar
Que se outro tomar o meu lugar
Entrego pra ele declamar
sexta-feira, 23 de maio de 2014
Povos da mente
“Bom dia Leonardo. Putz,
já ta ele falando sozinho outra vez, pára com isso! Já estou eu falando comigo
mesmo e me tratando em terceira pessoa como se eu fosse outro, além de mim.”
LONGA PASSAGEM NO TEMPO, FAZENDO AS MESMAS COISAS DE TODOS
OS DIAS...
“C#%¨*lho, já são 20h? Louça na pia. Não vou fazer comida de
novo. To com fome. Não tem miojo. Cacete, vou fazer comida. Que isso, sou f..#@da, ficou bom demais. Novela estranha, mas vou
ver assim mesmo. Hoje vou dormir cedo, muito sono. [Telefone].”
MEIA NOITE...
“A madrugada é minha. [Pronto, vou filosofar meias palavras
de auto-ajuda no wathsapp e umas postagens estranhas no Facebook...]. Vontade
de comer... de novo! Hum, um chocolate gelado ia cair bem. Acabou o leite. Vou
beber água mesmo. Ih, tem um refrigerante sem gás ali na geladeira. Saudade da
minha mãe. Como tem gente engraçada na Rede Social. Vou ler uns blogs de alguns
amigos. [Três idéias idiotas de textos sensacionais e não sai nada]. [Pausa pra
ver alguém interessante no Jô Soares]. [Abaixar o volume do rádio pra ver o Jô,
ler algum blog, Postar na página, fazer alguma imagem editada pra postar às 10h
da manhã na página, escrever um texto de dez linhas e apagar tudo por achar um
absurdo tudo aquilo que escrevi... Tudo isso ao mesmo tempo]. É até que o Jô
foi “legalzinho”. Queria minha mãe. Putz, eu ia dormir cedo. Queria comer
alguma coisa. [Lembrei de alguma coisa interessante que aconteceu num dia nem
tão interessante.]. Podia escrever sobre isso. Hoje não, to com preguiça. Vou
deitar. Cacete, esse filme é "bonzão"...”.
TRÊS HORAS DA MANHÃ...
“Sono de verdade, hen Léo... Falando sozinho outra vez se
tratando na terceira pessoa, Pierre? Deus, eu me perguntei e eu mesmo vou
responder e já não sei em que pessoa estou. Acabou que não escrevi nada. Hum,
saudadinha do meu Bebêre. Obrigado meu Deus, que cansaço gostoso. Acho que vou
escrever sobre as dores...”
[ESCREVO UM POEMA SOBRE O AMOR, SALVO, ME ORGULHO, VOU
DEITAR]
Cabeça do Leonardo Pierre
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sexta-feira, 16 de maio de 2014
Agridoce
Seja, Amor, minha ferida
A contusão mal resolvida
A solução mal misturada
A visita indesejada
Mas seja, Amor
A paixão que arrebata
A dor que não maltrata
O sofrer pelo prazer
O abandono das amarras
A liberdade das escolhas
Fira, Amor!
Mas traga esparadrapo
Costure todos os trapos
Reponhas todos os pratos
Seja azedo, seja amargo
Mas com a doçura de um agrado
Seja mau, seja ruim
Mas seja a cura
De toda loucura
Que você mesmo causou em mim
sexta-feira, 9 de maio de 2014
Romanticar
“-
Eu sei romanticar”, disse meu amigo. Assim mesmo, com o neologismo permitido
aos de mente farta e inteligente. E claro, com seu, já característico,
travessão! O que quis dizer, então, nobre amigo? Sem lhe perguntar, tentei
deduzir...
Ama
– muito! – esse rapaz. À sua maneira, confuso... tento entender. Ama a mim, eu
sinto. Seus amigos, seus pais, a irmã irritantemente adorável! Mas é difícil...
Escreve difícil falando fácil. Julga-se incompreendido, por todos, a vítima. Eu
rio. Mas ama do seu jeito, como todos amam de forma particular. Por que não
ele?
Nos
seus textos, pouco fala sobre amor. Até resolver soltar essa pérola que me
apodero sem consentimento para abordar nesse escrito. Romanticar. Criou-se um
verbo, o qual eu acredito que deva ser usado para designar uma escritura sobre
romances, sobre falar do amor, sobre quando resolver ser romântico. Você
consegue, amigo! Está aí dentro, gritando para sair...
Seja
romântico, seja doce... Mais doce, querido jornalista! Demonstre, escreva, arrisque
uns versos, vista-se de poeta e deixe, então, a poesia levar você além do chão,
além dos olhos, além do amor que talvez você não consiga enxergar daí, da
caretice de não ser careta!
Romanticar,
o verbo que só será uma ação se você permitir. Então: Romantique!
Leonardo Pierre
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Pl Carvalho, o dono do verbo. Amo você, meu amigo!
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