Tempo improvável para te ver sorrir
Pensei que sofrias do súbito mal
Depois do que te obriguei a ouvir
Com meu egoísmo além do normal
No entanto, sorris com a mesma doçura
Nos bares, nas festas, em todo lugar
E eu me trancando na minha loucura
Ter-te, perder-te e te ver se afastar
Dizem ser falsa tamanha alegria
De moça vestida de pura candura
Mas nesse improvável encontro do dia
É tão convincente a tua armadura...
Que finjo um sorriso de “tudo está bem”
Mostrando que sempre serei incapaz:
De ferir-te na alma e em tudo que tens;
De ousar novamente tirar-te a paz