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terça-feira, 25 de novembro de 2014
Quem?
E quem, além de mim pode ser?
E quem, além de ti, pode ter mim?
E quem haverá de dizer
O que falei há tempos atrás?
Mas...
Você chorou, e desperdiçou tanto amor
Que eu guardei só pra te dar
Mas teu coração quis se fechar
E quem, além de mim, te terá?
E quem, além de ti, amarei assim?
E o que farei com as canções
Que eu guardei pra poder te cantar?
Rabiscar, talvez, os versos nos quais o teu nome imperou... Ou vou guardar
Que se outro tomar o meu lugar
Entrego pra ele declamar
segunda-feira, 28 de julho de 2014
O Tal Malandro
Era um Malandro
Tinha pinta de moleque e um sorriso
encantador
Cada quadra era uma esquina, cada esquina era um amor
E ele lançava fácil cada golpe de olhar
Era um Malandro
E na juventude fez das Damas uma coleção
Não poupou nenhuma delas de sofrer decepção
Com andar sempre sereno lhes prometendo amar
Era um Malandro
E de tanto Malandrear, escorregou na ilusão
Conheceu a Dama certa pra domar seu coração
Que fez dele o que bem quis... Tem dele o que quiser
Daí então
O Tal Malandro percebeu que é difícil impedir
O destino de fazer suas maldades quando quer
Percebeu que não se brinca com desejos de mulher
Cada quadra era uma esquina, cada esquina era um amor
E ele lançava fácil cada golpe de olhar
Era um Malandro
E na juventude fez das Damas uma coleção
Não poupou nenhuma delas de sofrer decepção
Com andar sempre sereno lhes prometendo amar
Era um Malandro
E de tanto Malandrear, escorregou na ilusão
Conheceu a Dama certa pra domar seu coração
Que fez dele o que bem quis... Tem dele o que quiser
Daí então
O Tal Malandro percebeu que é difícil impedir
O destino de fazer suas maldades quando quer
Percebeu que não se brinca com desejos de mulher
sexta-feira, 20 de junho de 2014
Saudade de Mãe
Tinha eu meus oito anos
Nove, ou dez, não lembro bem...
Acordei lembrando de como era bom apenas lhe ter
Saudades das brigas
Daqueles castigos que fazem aprender...
Saudade da chuva, da terra molhada
Sujando de lama o tapete da casa
Arrancando risos, chamando por nomes que eu inventei
O samba acabou, a luz apagou
E só eu fiquei!
Saudade da escola nos primeiros anos
Traçando nos sonhos os primeiros planos
Andar de mãos dadas, cruzar a avenida
Faz falta os rostos que você fazia
Ligar de repente,mudar o cardápio
Preparava as coisas que eu nem sabia
A luz acendeu, o samba acabou
Já amanheceu, o sonho findou
Lembranças dos anos
Dos nove, ou dez
Lembranças do quanto você me amou
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