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sexta-feira, 20 de junho de 2014
Saudade de Mãe
Tinha eu meus oito anos
Nove, ou dez, não lembro bem...
Acordei lembrando de como era bom apenas lhe ter
Saudades das brigas
Daqueles castigos que fazem aprender...
Saudade da chuva, da terra molhada
Sujando de lama o tapete da casa
Arrancando risos, chamando por nomes que eu inventei
O samba acabou, a luz apagou
E só eu fiquei!
Saudade da escola nos primeiros anos
Traçando nos sonhos os primeiros planos
Andar de mãos dadas, cruzar a avenida
Faz falta os rostos que você fazia
Ligar de repente,mudar o cardápio
Preparava as coisas que eu nem sabia
A luz acendeu, o samba acabou
Já amanheceu, o sonho findou
Lembranças dos anos
Dos nove, ou dez
Lembranças do quanto você me amou
segunda-feira, 29 de abril de 2013
Fortaleza
E passa
o tempo e a gente fica sem coragem
E perde tempo alimentando a apatia
E passo a passo tudo muda de contexto
E a gente vai se acostumando à covardia..
E perde tempo alimentando a apatia
E passo a passo tudo muda de contexto
E a gente vai se acostumando à covardia..
Mas gira o mundo, e a gente esquece dos perigos
E anda de noite nas calçadas tenebrosas
disfarça os medos, ignora os inimigos
Transforma a vida num eterno mar de rosas
E anda de noite nas calçadas tenebrosas
disfarça os medos, ignora os inimigos
Transforma a vida num eterno mar de rosas
E se escondendo na própria fraqueza
Enriquecendo-se de pedras de castelos
constrói-se as próprias fortalezas, e,
Camuflando-se de nobreza
Tranca o coração
Segue com firmeza,
Amando a solidão!
Enriquecendo-se de pedras de castelos
constrói-se as próprias fortalezas, e,
Camuflando-se de nobreza
Tranca o coração
Segue com firmeza,
Amando a solidão!
Quando no fundo se quer estreitar o laços
Sem ter que perder os novos traços
E apertando o dorso do braço
sumula, em si, o próprio abraço.
Sem ter que perder os novos traços
E apertando o dorso do braço
sumula, em si, o próprio abraço.
Leonardo Pierre
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E quem é forte, e quem é fraco?.. E quem se faz, ou finge bem?
quarta-feira, 23 de janeiro de 2013
O Tempo, o Vento, a Saudade e Eu
O Tempo tem dessas cismas de estabelecer relações!
Perdoe-me, então, oh Tempo!
Por me achar o bastante, o suficiente,
O supremo do mundo que eu criei... Afinal, deveria ser meu!
Mas já consigo entender, agora, que faz parte.
Mesmo no meu próprio mundo, seleto, humilde, cômodo único
O Senhor está aqui, e traz contigo todas as nuvens
Com seus ventos que deformam, sem culpa, tão leves e aveludadas nuvens
E o Vento traz as novidades...
E Tempo leva a Saudades... Eles vão e vêm,
Diferentes...
Ora fortes, ora brandos
E a saudade que fica, aumenta a ansiedade
... Pelo fim, pelo reencontro, pelo recomeço!
Leonardo Pierre
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A gente aprende a esperar...
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