quinta-feira, 10 de junho de 2010

Tanto quanto..., por Gih Ribeiro


Assumidamente fã de Vinícius de Moraes, eu poderia chamar essa nova composição de “soneto da discórdia”.
Amante da Bossa Nova, adoraria nomear esse texto como “Samba de uma desavença só”.
Poderia chamá-lo de carta, música, prosa ou poesia... todavia, é só uma declaração.
Clichês não servem apenas para serem citados em medíocres linhas como essas. Eles existem para serem colocados em prática. Há quem diga que o amor e o ódio caminham de mãos dadas. Há quem acredite nisso. Há quem vivencie.
Minha declaração é nossa. É por escutarmos Chico mesmo que a letra seja de Jobim; por sabermos que a melodia de Luiz é perfeita para uma dança no Estácio ou, quem sabe, no Andaraí.
É pela distância que não nos impede de comemorar o mesmo gol juntos. Pelas risadas irônicas e desavergonhadas às 2 da manhã. Por detestar todo esse carinho e adorar todo esse rancor. É uma forma de comemorar a falência da Física: os quase-opostos se atraem; os idênticos jamais se repelem.
É pela beleza da simetria, pela indiscrição da nossa compatibilidade...
Por ter certeza de que você me ama e me odeia. Tanto quanto eu gosto de você.



○● Gih Ribeiro●○
(Para o meu “eu” masculino – Leonardo Pierre)
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...E é por essa estranha forma de amar (cheia de diferenças e semelhanças, que descobrimos que eram muitas), que eu agradeço imensamente por esse belíssimo texto!! Parabéns e obrigado LINDA!

O Porquê da Copa na África?, por Dudu Botelho



É a pergunta que muitos se fazem, desde que ficou evidenciado a total falta de infraestrutura rotineiramente exigida por comitês internacionais para mega eventos como uma Copa do Mundo. Só que mesmo sem contrariar este fato que é real, podemos ter e tirar dessa Copa uma lição ou algumas lições. Alguém duvida que mesmo sem todas as frescuras , algumas até necessárias, a Copa do Mundo que começa na sexta, terá início, meio e fim? Acho que não, todos acham e se preparam para dia 11 de julho conhecer a seleção campeã da Copa de 2010. Talvez a Copa da África possa servir para que um certo país que sediará a copa de 2014 possa dizer alguns nãos à FIFA e suas exigências economicamente absurdas, mas que governantes teimam muito oportunamente em atender e realizar. O que foi demonstrado ontem com o chamado "vuvuzelaço das 12:00 hs" em Joanesburgo, é uma demonstração da força de um povo que se ainda não aboliu totalmente a desigualdade racial - e pelo que o mundo tem acompanhado está longe disso - pelo menos conseguiu torná-la não oficial.
Foi impressionante ver com que alegria aquelas pessoas saudavam parte da comissão dos Bafanas Bafanas que desfilaram em carro aberto pelas ruas de uma de suas capitais hoje. Ali, mesmo que por um tela de TV, vi um povo comemorando uma coisa muito mais profunda do que um título mundial, que tenho certeza e penso que a esmagadora maioria dos africanos também tem, a seleção local não conquistará. Senti naquela maioria um sentimento muito mais nobre do que a conquista de um torneio. Os africanos mostrarão para o mundo que apesar de tudo o que potências colonizadoras fizeram durante séculos, eles ainda sobreviveram e vão ter o orgulho de poder receber "todos os mundos" em sua "tribo", a tribo dos que pagaram na carne e no seio de sua cultura que gerações de prepotentes julgavam primitiva, mas que não conseguiram destruir por inteiro. Um povo que com certeza e até mesmo sem saber, está inundado por um orgulho anfitrião, vingando os verdadeiros reis de um continente que insistiu em existir. Muitos fizeram e podem ter comemorado a Copa ser lá por motivos políticos e econômicos. O povo africano não! Vai receber todos que por ganância ou por omissão um dia acharam que aquele território não era povoado por humanos e sim por bichos. Por incrível que pareça, ontem vendo Jornal Nacional, achei o motivo pelo qual devemos nos emocionar pe la Copa da África do Sul. Mandela quando estiver no jogo de abertura, não estará lá representando o atual presidente daquele país e nem seus familiares que devem ocupar atuais cargos naquele governo. Estará lá representando aqueles reis e rainhas que tanto louvamos em alguns enredos de nossa festa profana, o carnaval.


Viva eles... Viva a África viva, que receberá o mundo inteiro, em um território onde o sangue dos "colonizados-escravizados" era mais comum que água. Que o futebol possa fazer parte do mundo refletir sobre o que ainda é feito hoje, onde governos e otaganismos que deveriam primar pela paz e respeito a soberania insistem em combater intolerância com intolerância. Se quisermos, podemos aprender até vendo um simples telejornal. Vendo JN, descobri e entrei no clima da copa.




Dudu Botelho- Compositor do GRES Acadêmicos do Salgueiro

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Nada menos que sensacional.. Parabéns Dudu!

terça-feira, 1 de junho de 2010

Meu Reflexo

Encontrei em você um clone, no qual me vi nu, sem sombras, sem dúvidas. A não ser as que sempre tenho, e você como todo reflexo, tem as minhas que também são suas. Assim como tem nas indecisões – logo nelas – as maiores certezas... Igualzinho a mim! Meus defeitos que assumo pra você sem grandes problemas... Por que será?

Mas como todo reflexo, tem seu dia de erros. Erros como, ao não acordar bem e me achar feio... Se achar feio, portanto. Dias de dizer palavras pra mim, que na verdade, por ser meu reflexo, foi induzido por mim a dizer. E talvez me ferir... Ou talvez ajudar a cumprir juras, projetos, seguir mais forte.

Mas geralmente está lindo! Como eu, a imagem viva! Imagem que às vezes está tão longe de si... E devo confessar que tenho ciúmes dos espelhos que te prendem. E confessar por fim, que tenho inveja por, as vezes, ser mais bonito que eu.

Leonardo Pierre.

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segunda-feira, 24 de maio de 2010

Menino Manso, por Karla Gaspar

"Estava perdida no meu mundo
quando deparei com o seu olhar de menino manso
por alguns segundos de encanto
me encontrei nos braços seus
como uma flor de tão sensível porte
sendo acariciada com amor
o teu calor me revelou um caminho a seguir
e minha mente ludibrou
foi quando percebi que estava em meio a multidão
meu menino encantado da péle temperada com paixão me perdi no seu olhar e ñ sei como buscar os meus desejos inquietos
preciso estar no teu desejo e reencontrar o teu olhar
pois toda noite me pergunto o que fazer sem tuas mãos."

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Esse é o poema que inspirou o texto "À você... Em resposta", que está abaixo!! Depois de insistir, ela concordou em publicar. Obrigado, Karlinha... Vou guardar no coração pra sempre essas palavras!

À você... Em resposta

Como posso ter esse poder de fazer isso com você? De te fazer sentir essas emoções, esses calores, esse aconchego, esse sabor de saudade ao partir e me despedir! A pergunta talvez se inverta e eu a faça para mim mesmo!

Como posso ter feito você se perder no meio da multidão simplesmente por cair em meus braços? E como posso eu, estar duvidando disso, se a sensação que tive foi exatamente a mesma?

Minha pele temperada com paixão te fez cair em hipnose? Sinto muito, mas eu me encantei em estado são de consciência! Em perfeita consciência... Caso queira, por um acaso, reencontrar o menino e sua pele, seu calor, sua ginga e sua calma, suas pernas no um, dois, três do samba sabe onde procurar. Ao menos sabe como me encontrar, ou me deixar um recado... Ou me escrever um poema.

Do seu Menino Manso, Leonardo Pierre.

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Por não deixar divulgar o que inspirou essa minha resposta, não posso dizer seu nome..Grande Beijo e espero que goste!

domingo, 23 de maio de 2010

Ser Flamenguista...

DOMINGO.. O "Rubro-Negrismo" ultrapassa qualquer limite..

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O time mais inexplicável do planeta Terra, sem dúvida. Não ganhava o principal titulo nacional desde 1992. Lá se vão mais de 17 anos e a torcida diminuiu? Não, aumentou. Segundo pesquisa, a maior entre as crianças do país.

Quando ninguém dá nada por ele... Chega e surpreende a todos. Quando todos esperam muito, ele perde e decepciona sua nação. Favorito em tudo que disputa, simplesmente pelo citado acima. Ninguém é capaz de saber o que esperar do Flamengo, nunca. E quando eventualmente não tem um time capaz de ser campeão, a cobrança é como se tivesse. Ou seja, não existem jogadores no Flamengo. Existe o Flamengo e ponto final.

Única torcida do planeta que paga ingresso por 2 espetáculos. Um no campo, como todas elas, e outro que ela mesma proporciona. O flamenguista vai ao Maracanã pra curtir o time, o jogo, o clima e a
própria torcida. É único.

Talvez uma das raras torcidas do mundo que tenha dezenas de ídolos, mas que não há discussão sobre o maior. Existe o Zico e o resto. E o “resto” inclui, talvez, os dois melhores laterais que o mundo já viu em cores. Leandro e Junior.

A Nação rubro-negra não tem esse nome a toa. São 35 milhões de torcedores, e vejamos: A cidade mais populosa do mundo é Tóquio. E tem 34 milhões de pessoas. A maior do Brasil é São Paulo, com 19. O Flamengo, sozinho, tem 35. Se cobrasse impostos seria “trilhardário”. Não cobra, e vive devendo. Deve milhões, e isso não faz a menor diferença. Ao contrário do amor que tanto exaltamos, este não vai embora quando o amado fica pobre. É amor de verdade, o mais puro que existe.

Incondicional, este sim. Aquele que não analisa, que não raciocina, que não condiciona a nada. A nação poderia dizer, sem culpa: “Eu te amo, e pronto”. Não interessa porque, como, quando e nem sob quais condições. É maior, é inexplicável.

Ser Flamengo é algo que não tem comparação. Eu não nasci assim, e nem ouso dizer se felizmente ou infelizmente. Flamenguista é aquele sujeito que ama futebol acima do que ele o proporciona. Aquele que não troca amor por resultados, e que não condiciona
sua preferência por um ou outro jogador. Por aí existe o Santos de Pelé, o São Paulo de Rogério Ceni, o Palmeiras de Ademir. Aqui existe o Zico do Flamengo. A ordem é sempre inversa. Os valores são sempre diferentes.

Ser flamenguista não torna ninguém melhor do que os outros, nem pior. Diferente, sem dúvida. Ser maioria é algo que fortalece. É infinito, porque a nação não tem fim, e nem deixará de ser a maior torcida do país nos próximos 200 anos.

Odiar o Flamengo é absolutamente justificável. Qualquer um fica irritado em ganhar títulos e mais títulos e ver que a capa do jornal não muda de foto. É sempre a do Flamengo. Qualquer um se incomoda em saber que títulos e dividas menores não conseguem sobrepor a importância de um clube que tem sua grandeza baseada
em nada atual e concreto. É grande. Por quê? Porque é. Pode existir algo maior do que o que não se explica? Entrar num Maracanã lotado e olhar pra aquela torcida é algo que apenas. eles sabem o que é, o que significa e o quanto importa. “Torcida não ganha jogo”, dizem. “Só se for a sua”, responderão eles.


Autor Desconhecido


quinta-feira, 20 de maio de 2010

Dois mil e vinte...

Depois de muito tempo, enfim, ele conseguiu chegar ao trabalho. Saiu de casa as oito da manhã e duas horas após ainda estava na metade do caminho. Há quem diga que a culpa é das concessionárias, que ao parcelarem seus carros em até cento e vinte vezes atraiu o público e o fez se endividar e com isso lotar as ruas com seus automóveis. Nem as duas novas linhas do metrô conseguem desafogar o trânsito de cidade, pois todos querem ter seus próprios carros. Só nesse último mês, onze empresas de ônibus faliram devido ao baixo número de passageiros.

Em seu trabalho, pouco conseguiu produzir. Pulsos e cotovelos doídos por conta da tendinite, cabeça latejando em função da sinusite e o estresse acumulado não permitiu que ele tivesse concentração. Na hora de seu almoço, resolve não esquentar sua marmita e vai à orla de Copacabana. O local, a uma quadra dali, parecia distante por ele não ter mais tempo para caminhar. De tantos problemas, acabou esquecendo-se da beleza daquele lugar, do som das ondas, que perdeu espaço na sua vida para o “tec-tec” incessante dos teclados dos computadores, cada vez mais desenvolvidos.

Ali ele viu como o tempo passara e não se dera conta. Está velho, mesmo apenas com 35 anos de vida. Vida que nos últimos anos foi mal vivida. Ele só trabalhou. Não tinha tempo para a mulher, nem para os filhos, nem para seu futebol aos sábados, algo tão costumeiro em sua juventude! Com tanto cansaço e problema, ficava mesmo impossível pensar em qualquer outra coisa se não descansar o fim de semana inteiro! Em conseqüência, as crianças não iam mais à praia, a esposa não ia mais ao cinema e nem jantava fora de casa. Seu casamento, devido à falta de atenção que ele dispunha para o mesmo, andava de mal a pior! Já não se lembrava das datas importantes, dos compromissos com os amigos, dos aniversários dos familiares... Parou para pensar e viu como era diferente a década de 20 do século XXI. Já não havia mais novela das oito, as nove (porque as oito ela já não era exibida há muito tempo); a Avenida Rio Branco virou uma grande rua de passeio; as praias, coitadas, eram sofridas, cada vez mais sujas; o trânsito mais caótico a cada dia! O carnaval já não tinha graça... Nem mesmo a sua querida Portela te dava alegria e emoção ao entrar na Marques de Sapucaí, que agora virou de vez um grande palco: é coberta, acústica, com efeitos especiais e etc

Voltando para o trabalho, pensou como era feliz a vida em 2010. Perto do que é hoje, aquilo era um paraíso!

Leonardo Pierre

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Conto situado em 2020..e pelo jeito, depois piora!

terça-feira, 18 de maio de 2010

Parabéns, Jefferson!!



Hoje é aniversário de um "novo-amigo" ...Que conquistei graças ao samba!



Mesmo de longe, torço muito por você, mocinho!!Tudo de bom, saúde, paz, vitórias e felicidade!!



E MUITO SAMBA NA VEIA!!! rsrs


"Balançando o povo agora vem...!!"♫♪♫


abração!!

sábado, 15 de maio de 2010

Monólogo (BRANCO)

Não sei se é a idade, não sei se é indisposição. Só sei que não me entendo mais com você. Não consigo mais perceber qual o seu papel na minha vida. Parceira de tantos anos, seria injusto dizer que você me abandonou quando eu mais precisava. Foi muito fiel a mim. Mas será que de mim enjoou? Não vejo mais uma frase sequer ser expressa em suas linhas, tão retinhas, tão azuis... É intrigante como a mesma caneta funciona há anos e você..nada!

Sabe querida folha? Acho que começo a perder o tesão por você! Deve ser por isso que nada me mostra. Mas não posso e não irei mais te culpar. Tenho que aceitar que me deu um branco. Mais branco que sua verdadeira cor, que de tantos anos amarelou, no real sentido da palavra.

Nossa... Que bobagem! Você não irá me responder... Pois assim como as Rosas de Cartola, você não fala... Apenas expressa o que esse humilde escritor quer que leiam em você.

Leonardo Pierre

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Esse foi um conto, curtinho, feito na Faculdade. Espero que tenham gostado! Abraços...

Bem vindos

Olá..
Estou cursando jornalismo e achei uma boa criar um blog pra divulgar alguns trabalhos, alguns textos meus, crônicas... Mas não precisa pensar que aqui será apenas um espaço para eu me promover! Aqui vocês verão isso e um pouco de cada coisa que faz parte do meu mundo..louco mundo!