quinta-feira, 15 de agosto de 2013

SONHOS

Houve dias em que eu me encantava com miragens.
Olhava ao longe e via o que quisesse,
Num insano exercício de imaginação.
Era falso, estranho, mentiroso... Era feliz.
Longe das maldades, das coisas impuras.
Longe de tudo o que eu não podia imaginar.
Ali, no meu mundo, só era permitido o que eu deixasse.
Era fácil ser feliz.
Eu dosava os perigos, inventava os inimigos...
Todos mais fortes que eu.
Eu vencia, era bravo, destemido, impetuoso.
Rígido nas minhas próprias regras.
Alguns dias havia cor, túneis de espirais,
Pêndulos hipnóticos, pirulitos coloridos
Eterno ar primaveril.
Noutros dias, fortes ondas de calor
Meninas e meninos douravam no eterno verão imaginário.
Aí, um eterno pôr de sol! Palmas intermináveis
Festas noturnas nas pedras. Nem bebidas, nem cigarros, nem adultos.
Lá não existia sexualidade, nem sensualidade, nem olhos maldosos.
Lá eu não crescia. Lá eu vivia...
Aqui, acordado, é duro.
É verdade. É difícil...
Aqui é a vida!

                                                Leonardo Pierre

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