segunda-feira, 30 de setembro de 2019

As marés e os amores do Mar











Seria o cais apaixonado pelo mar?
Ali, parado, acompanhando suas ondas...aguardando qualquer toque em suas madeiras
Desenganado, já que o vento tem vantagem.

Seria a lua apaixonada pelo mar?
Enquanto a Terra, ao girar, limita o encontro
Aguardando até que outra noite chegue
Desiludida, já que o barco tem coragem.

Nessa luta, cais e lua se desamam
Com argumentos para convencer o farol
Enquanto o mar tranquilo, vadeia
Pois quando é dia ele passeia
De mãos dadas com o sol

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Apresentei esse poema a uma pessoa muito especial. Ainda estava me apaixonando. Ela aparentemente gostou e comentou: "uma puta esse mar!" Ao passo que concordei, ela perguntou: "qual a sua semelhança com o mar nesse caso?"... respondi: 
Todo mundo tem um pouco de mar ne? Um pouco de amores temporários... um pouco de flerte com o inalcançável e inatingível... um pouco de quebra dos padrões.  E um pouco de sem-vergonhice.
Todo mundo tem um pouco de mar... mas o mar tbm se apaixona. A culpa talvez nem seja dele. Se a Terra nao girasse (que sao as circunstâncias da vida real na metáfora qje vc propôs) o mar ficaria sempre no mesmo lugar, com o mesmo corpo celeste. Ou com o cais. 
Vai saber.

A pessoa então disse que eu era muito FODA, apesar de eu discordar...e apesar de me achar foda, a pessoa resolveu sair da minha vida.

Deve ter me achado muito parecido com o mar. Ou ela própria se identificou com ele. Vai saber...

quarta-feira, 25 de setembro de 2019

Um breve desabafo destinado a quem não irá ler


     Encontrasse eu um casarão com escadas infinitas rumo ao céu, subiria de dois em dois os degraus pra ficar mais longe do chão,  que já nem me pertence mais depois de você me deixou.
     Eis o medo de cair depois de já caído; o não  querer chorar ja estando alagado; o não querer morrer sem sequer ter vivido.
     Um salve à covardia de não se permitir desfrutar das ridículas sensações da paixão.

A chuva

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A chuva sabe o que faz
A rima da gota com a telha
O canto que traz
O assobio da poça no chão
O acorde menor do barro
O acorde maior do barranco
A lama...
O início e o fim
Lado a lado
A beleza transparente
Vinda de um céu cinzento
Que a todo momento parece escoar
Não há pilastra que sustente
Tão pesada e descontente
Nuvem que parou de vagar
Estacionou sobre nós
Para que a chuva pudesse chover
Como quem quisesse trazer
Letra e melodia
Para morrer na terra canção
O que nasceu no céu poesia

quinta-feira, 19 de setembro de 2019

Dos sentimentos ruins...

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      A vida nos coloca sempre contra a paredena inclinação de escolhas. Ivete ou Claudia Leit(t?)e, Xuxa ou Angélica,  Nescau ou Toddy... Brincadeira, péssimos exemplos (mas #teamtoddy). Na verdade, as escolhas serias da vida nunca foram fáceis de serem feitas, e uma das razões é porque as opções nem sempre são antagônicas. Aí o que já é difícil, vira um dilema!
    Acontece que nós mesmos nos colocamos nessa situação complicada. Eu, por exemplo, costumo me martirizar entre o "ruim" e o "péssimo", quando o mau já é iminente. A tristeza e a raiva são dois desses maus que várias vezes andam próximos. Sério, tenha um "preferido"! Vai lhe ajudar... Prefira aquele que nao lhe bloqueia.
     A tristeza é linda! Promove a introspecção rumo às coisas que podemos fazer por nós, mesmo com um pouco de dor:  autoconhecimento, autoanálise e autocrítica. Inspira-me a escrever, inclusive... Mas esse sentimento me congela num tempo que não tenho para perder. Busco respostas demais, quero encontrar a lógica nas coisas, o sentido de tudo, como uma criança a descobrir as coisas da vida.
     A raiva é péssima. Muito! Destrutiva... um veneno. Mas me impulsiona. Na força do ódio (hehehe) sou obrigado a me desafiar. Deixo de buscar a lógica e vou para a prática. Consigo mais rapidamente me livrar do peso das coisas que preciso esquecer, ao invés de ficar remoendo pelos cantos na tristeza que me faz querer entender o que me deixou ali.
     Caso possa e consiga, escolha o amor. Mas deste eu nao quero falar hoje...

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Na força do ódio...rs! Brincadeira. (mas nem tanto)


segunda-feira, 16 de setembro de 2019

Sobre o amor - de novo e sempre

Resultado de imagem para ondas beira da praia



     Imagine-se sentado diante do mar. Você pode  estar num banco do calçadão ou na areia prestes a molhar os pés. Em ambas as situações, você verá o movimento contínuo das ondas. Vindo e indo. Modificando - ou não! - a porção de areia que toca. As vezes faz estragos; Outras, um leve carinho e refresco. Mas o mar está sempre ali.. Com as ondas perto ou longe, fortes ou brandas, dando rasteira ou acalentando...
     Você pode se arriscar! Sentar-se bem próximo à água, estando predisposto a se dar bem ou não com a experiência. Bem ou mal, vivendo algo novo e desafiador. AH, CLARO!! Pode também estar no banco, apenas assistindo as pessoas tomarem caldo ou se divertindo ou experimentando as sensações boas e ruins de se banhar no mar.
     Mas, antes de querer dizer que tudo, inclusive o mar e suas ondas tem seus prós e contras, vale a pena dizer que o fluxo natural das marés é subir e descer. E as ondas vem e vão. Independente de sua vontade ou do esforço que você faça para se manter longe ou pelo prazer semi-suicida de se jogar a todo momento e a todo custo movido pelo calor.
     Ondas e amores vêm e vão!
   
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Não recomendado se não entende ou não gosta de metáforas, entrelinhas, detalhes e mares.